4 dicas de segurança digital para os torcedores que estão aproveitando a Copa na Rússia

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Sede da Copa do Mundo de 2018, a Rússia é um dos países com os maiores registros de atividades hackers, inclusive, esteve ligada a denúncias de espionagem e manipulações em eventos como as eleições norte-americanas, em 2017, e os Jogos Olímpicos de Inverno, na Coreia do Sul, neste ano. Se você está no país para torcer pela Seleção Brasileira em um dos maiores eventos esportivos do planeta, confira as dicas da UPX Technologies para evitar situações que possam expor seus dados pessoais ou financeiros:

Falsas promoções

A técnica de phishing, que utiliza e-mails falsificados em nome de bancos ou grandes lojas para interceptar as informações do usuário, é um dos golpes mais antigos da Internet. No período do Mundial, os criminosos estão adotando e-mails em nome da FIFA, de patrocinadores ou de hotéis com promoções de ingressos, produtos e hospedagens a preços imperdíveis. Para isso, o usuário é redirecionado a páginas clonadas que solicitam o número do cartão de crédito. Portanto, o cuidado deve ser redobrado ao clicar em links de sites com promoções suspeita. Fique atento ao endereço na barra do navegador, verifique se ele parece legítimo e conta com certificações de segurança, como o cadeado ou a letra “s” após o “http”. Para realizar compras ou se inscrever em promoções, o ideal é entrar no site oficial e verificar a legitimidade das ofertas.

Redes wi-fi

Existem quadrilhas de cibercriminosos especializadas em aproveitar brechas de redes de wi-fi de maneira remota, por meio de invasão no servidor, por falhas de segurança ou acesso físico à rede. Sem protocolos de segurança WEP, WPA e WPA2, até mesmo a Internet do hotel pode ficar sob suspeita, possibilitando a interceptação de dados. Na Copa, os turistas torcedores podem estar vulneráveis a esse ataque, portanto, desconfie de redes que não requerem login e senha. Para aumentar a proteção, mantenha o sistema operacional do dispositivo atualizado, utilize firewall e adote um encriptador de arquivos para que os mesmos não possam ser abertos em outros terminais.

Tomadas públicas

Os dispositivos atuais utilizam cabos USB para recarregar suas baterias. O problema é que o mesmo fio que conduz energia elétrica também trafega dados e, por esse motivo, os hackers podem corromper smartphones, tablets e notebooks. Por um processo de comunicação bidirecional chamado de handshake – aperto de mão, em inglês – o aparelho passa a receber diversas informações como: nome do aparelho, fabricante, número de série, sistema operacional e lista de arquivos, com a possibilidade de coletar ou bloquear os dados em troca de resgate. Por isso, utilize uma bateria power bank portátil com alta capacidade e evite a recarga em tomadas de aeroportos, terminais rodoviários, cafés e outros lugares abertos. Quando for necessário, faça-o com o aparelho desligado, ação que, se não impede totalmente, ao menos dificulta o tráfego de dados.

Indisponibilidade de serviço

Ataques de negação de serviço tornam-se ainda mais comuns em eventos de grande visibilidade, pois é adotado também como ferramenta para protesto por hackers ativistas. O “DDoS”, como é conhecido, utiliza milhares de dispositivos infectados para acesso simultâneo a um mesmo site ou serviço, com o objetivo de sobrecarregá-lo até sua interrupção. Embora o torcedor não seja o alvo, ele pode sofrer com a interrupção de sites que contenham informações relevantes, emissão de passagens e até mesmo do ingresso. Portanto, é importante se prevenir salvando os documentos no dispositivo ou imprimindo-os, para não correr o risco de não conseguir acessá-los quando for necessário. O usuário também pode fazer sua parte para não contribuir como um dispositivo infectado e utilizado nesses ataques, mantendo-o atualizado e protegido.

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