Caso Edward Snowden tem relação direta com o uso do protocolo HTTPS

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A popularização do acesso à internet por meio de smartphones e dispositivos IoT (internet das coisas, em inglês) revolucionou o comportamento das pessoas tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Hoje, é comum passar grande parte do tempo online. Como tudo tem um ônus e um bônus, a era digital também pode ocasionar situações desagradáveis que envolvem espionagem e risco de vazamento de informações pessoais.

Desde que Edward Snowden, um ex-funcionário terceirizado do governo norte-americano que trabalhava no monitoramento de segurança, expôs ao mundo o fato de que os Estados Unidos realizavam ações de espionagem em todos os continentes, os outros países se viram obrigados a tomar algumas medidas protetivas.

Com o intuito de garantir a integridade dos dados trafegados pela rede mundial de computadores, o Brasil agiu em diferentes frentes, como a reativação da Telebrás, o investimento em cabos submarinos fora do território americano, ligando Fortaleza-Angola e Fortaleza-Lisboa, acenou com a implementação de um servidor nacional de e-mails para os órgãos governamentais federais e instituiu a obrigatoriedade do protocolo HTTPS em tudo na internet.

A ativação do HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure) dificulta as ações de espionagem, pois o monitoramento que antes era automatizado e generalizado por meio de softwares, agora precisa ser feito individualmente para cada usuário, gerando maior trabalho durante a execução.

Esse último ponto, em específico, pode gerar alguns transtornos, pois alguns protocolos não suportam o HTTPS, como é o caso do Shoutcast, enquanto o RTMP e HLS, que são serviços de streaming, exigem determinados ajustes para suportar as ativações de segurança já reconhecidas. Essa exigência em relação ao HTTPS tende a ficar dia após dia em evidência, pois os navegadores lançaram atualizações que notificam o usuário caso ele esteja navegando em sites que não são criptografados. Já com o protocolo SSL, que obriga os endereços eletrônicos a exibirem conteúdos apenas de outros portais que possuam o certificado, o navegador não identifica que é um ambiente seguro.

Essa nova regra faz com que cada vez mais pessoas acessem endereços eletrônicos seguros e idôneos, tirando a audiência dos portais que não possuem a certificação.  A facilitação proporcionada pela internet na vida de qualquer ser humano é enorme e possibilita tornar mais práticas as atividades rotineiras, inclusive no mundo corporativo. Porém, para que isso seja realidade é preciso que os usuários, desenvolvedores e provedores estejam atualizados e ambientados com as normas do setor, tornando a rede um ambiente seguro.

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