COMO O NONO DÍGITO DO CELULAR, PROTOCOLO IPv6 EXPANDE CAPACIDADE DE DISPOSITIVOS CONECTADOS À INTERNET

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Em julho de 2012, os números de telefones móveis de 64 municípios na região da Grande São Paulo (DDD 11), incluindo a Capital, ganharam o número nove à frente dos oito dígitos, atendendo a Resolução nº 553 da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel. O objetivo era aumentar a disponibilidade de números na telefonia celular e dar continuidade ao processo de padronização da marcação das chamadas, concluído em dezembro de 2016, prazo final para a adoção em todos os Estados do país. A telefonia fixa também já havia passado por um processo similar em 2005, com a adoção do oitavo dígito.

Atualmente, um movimento nos mesmos moldes está acontecendo com a Internet. O modelo de protocolo de Internet (IP) utilizado para a conexão desde 1983 está em sua quarta versão (IPv4), comportando aproximadamente 4 bilhões de endereços. Entretanto, na era da Internet das Coisas (IoT, em inglês), chegam ao mercado um número cada vez maior de dispositivos conectados, com a popularização de smartphones e tablets, além de consoles de videogame, smart TVs, relógios, geladeiras e automóveis. Cada aparelho precisa de um IP para se conectar à rede e, com isso, o esgotamento dos endereços é iminente.

Na década de 90, iniciaram-se estudos para a criação de um novo modelo de protocolo com o principal objetivo de expandir a capacidade de endereços gerados. Em 2012, foi apresentada a versão IPv6 final, que comporta cerca de 340 undecilhões de dispositivos e deve suprir a demanda em longo prazo.

Pioneirismo no Brasil

Desde 2012 o IPv6 tem sido adotado aos poucos pelos provedores em todo o mundo. No Brasil, a UPX Technologies é uma das primeiras empresas provedoras de streaming a aderir ao modelo, fornecendo o serviço nesses moldes de forma simultânea ao IPv4. Na prática, a empresa mantém as duas tecnologias ativas em sua distribuição, mas o conteúdo é preferencialmente entregue em IPv6 para clientes e usuários finais que já contam com a disponibilidade do novo protocolo.