Lei europeia de proteção de dados deve provocar impacto global no uso da Internet

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Atualmente, com os recentes casos de vazamento de dados dos consumidores de empresas outrora consideradas seguras, a apreensão dos usuários em relação às informações pessoais armazenadas aumentou. Indo ao encontro dessa preocupação, a General Data Protection Regulation (GDPR), um manual de regulação de proteção dos dados entrará em vigor a partir do dia 25 de maio de 2018, garantindo que as organizações tenham tempo para se adequar ao novo modelo.

Essa regulamentação trata sobre a proteção de dados sensíveis dos cidadãos de países pertencentes à União Europeia (UE), que é, sem dúvida, a mudança mais importante na regulação de privacidade de informações dos últimos 20 anos. O bloco europeu é reconhecido mundialmente por suas sólidas decisões de resguardo de seus residentes, como o Forget Me, que é a obrigatoriedade de os cidadãos poderem solicitar a remoção de seus nomes e dados dos buscadores.

Para os usuários

Apesar de a legislação ser feita especificamente para a UE, é bem possível que beneficie os internautas de todo o mundo, pois as empresas de grande porte, como Facebook, Google e Twitter, precisarão adaptar seu modelo comercial para ficar de acordo com a lei.

Como essas companhias terão que realizar as transformações em virtude das novas regras da GDPR, é bem provável que as melhorias reverberem em outros países. Uma decisão dessas poderia afetar profundamente a forma como os usuários encaram a privacidade e o controle de dados dentro da rede.

Além disso, com a abertura desse precedente por um bloco econômico de peso, as discussões em torno da privacidade de informações podem ser reacendidas, fazendo com que outros países se interessem por legislações semelhantes.

Para as empresas

Apesar de a lei dificultar a obtenção dos dados dos usuários, as empresas que aderirem ao formato influenciarão diretamente na percepção que os consumidores têm sobre a sua marca. Ao passar a imagem de companhia responsável e transparente, a tendência é que os clientes mudem a forma de perceber a atuação de determinada organização.

A regulamentação não esclarece se as empresas poderão bloquear seu conteúdo caso o usuário não aceite fornecer os seus dados – prática que acontece em alguns portais brasileiros, onde é preciso se cadastrar para garantir o acesso –, portanto, algo que poderia se tornar comum.

Hoje, é conhecimento público que diversos sites e redes sociais guardam milhares de informações sobre o perfil dos internautas com o intuito de oferecer uma melhor experiência de navegação, garantindo que as sugestões de conteúdo que irão aparecer para cada um estejam de acordo com o seu perfil. Com a regulamentação, espera-se maior transparência nesse processo para quem está do outro lado da tela do celular ou do monitor.

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