Monitoramento do ambiente digital deve ser prioridade nas companhias contra ameaças dessa natureza

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Foi-se o tempo em que monitoramento e segurança estavam associados apenas à proteção do espaço físico. Atualmente, a segurança de dados armazenados em computadores, servidores, data centers e trafegados na World Wide Web são ativos mais valiosos que os físicos para muitas empresas e negócios.

A parte superficial da web, que é a mais utilizada no cotidiano da população e das empresas, representa apenas 4% do total de sites e informações presentes no ambiente online, enquanto os outros 96% fazem parte de conteúdos que não estão indexados, que por ser mais profunda, não é utilizada pelo usuário comum e hospeda as maiores ameaças para as companhias.

O uso das camadas inferiores é bastante variado. Por causa da privacidade do ambiente, diversas pessoas e instituições aproveitam o espaço para compartilhar e hospedar documentos e arquivos confidenciais, que não podem estar presentes na surface web. O exército, as forças policiais, jornalistas e universidades são alguns dos exemplos de instituições que recorrem às camadas em que os conteúdo não estão indexados pelo Google com finalidades específicas referentes ao sigilo dos dados. Porém, existem também as pessoas má intencionadas.

Graças ao anonimato, as camadas inferiores da rede são ambientes favoráveis para a proliferação de atividades ilícitas como roubo e venda de dados pessoais ou corporativos, sequestro de informações confidenciais ou ataques de negação de distribuição de serviço (DDoS, na sigla em inglês).

Dentre as ameaças, existe também o risco do vazamento de informações como ocorrido no final do ano passado, em que 1,4 bilhão de logins e senhas de serviços como Linkedin, Netflix, Last.FM e outros foram vazadas para o ambiente mais profundo da rede. Esse tipo de vazamento abre uma brecha de segurança de alto impacto: diversas pessoas utilizam a mesma senha para serviços diferentes. Assim, a senha de uma rede social, se for a mesma do e-mail corporativo, por exemplo, pode colocar em risco informações confidenciais que tenham sido trocadas via correio eletrônico.

Outro ponto crítico para a segurança de dados são as “senhas fracas”, que podem ser facilmente descobertas em ataques de força bruta – método para adivinhar usuário e/ou senha por meio de múltiplas tentativas –, que tendem a funcionar melhor com senhas sequenciais ou simples.

Soluções especializadas em monitoramento de dados

Nesse cenário, para se prevenir e mitigar os riscos, é fundamental que empresas invistam em soluções especializadas capazes de monitorar todas as camadas da internet, reunindo informações sobre possíveis ameaças não só em textos, mas também através do reconhecimento de padrões de imagem. O monitoramento de atividades suspeitas em tempo real é a melhor forma de prevenção, já que possibilita a definição sobre as melhores estratégias de defesa e redução de riscos.

As soluções disponíveis para essa finalidade conseguem coletar informações nas camadas mais profundas da internet de forma customizada e detalhada; requerem certo conhecimento técnico e inteligência para conseguir driblar a criatividade dos criminosos e estar sempre um passo a frente para evitar que as ameaças digitais causem prejuízos a empresas e pessoas.

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