Precaução é fundamental no uso de aplicativos para usuário não se tornar vítima de criminosos

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A propagação da conectividade por meio dos smartphones proporcionou o acesso à Internet à grande parte da população, revolucionando o comportamento das pessoas, que passaram a ficar online a maior parte do tempo. Mas da mesma forma que as pesquisas na web à palma da mão a qualquer hora do dia e o uso de aplicativos para diversas finalidades facilitaram a vida dos usuários, a era digital também chamou a atenção dos criminosos, que aderiram ao ambiente virtual com o objetivo de cometer atos ilícitos.

Se até então era comum o uso de chamadas telefônicas por facções criminosas para a simulação de sequestros e o consequente pagamento de resgates, no mundo virtual, a tentativa de interceptar dados bancários e pessoais dos usuários para utilização em compras fraudulentas acontece de diferentes maneiras, em práticas conhecidas como “phishing”. A forma mais clássica, por e-mail, emula mensagens de bancos ou lojas virtuais com ofertas irrecusáveis, mas que podem ser facilmente identificadas ao reparar no endereço suspeito do remetente ou nos erros de ortografia.

Entretanto, as tentativas têm ficado cada vez mais elaboradas e os golpes, mais graves. Recentemente, chamou a atenção a notícia de que mais de 1 milhão de brasileiros baixaram versões falsas do app mais popular de conversa instantânea, colocando em risco os dados pessoais dos usuários. Mas a maior preocupação passou a ser o crescente número de ocorrências em que bandidos utilizaram aplicativos de conversa, de encontros, de transportes e redes sociais para o agendamento de encontros no mundo real, com o objetivo de roubar e até matar.

O caso da estudante de MG que perdeu o carro e a vida após combinar uma carona em um grupo de mensagens há duas semanas evidencia o quanto estamos vulneráveis em virtude de bandidos. O transporte particular tornou-se uma tendência, não só por meio de aplicativos com essa finalidade, mas por meio de grupos, especialmente entre estudantes de universidades do interior do país. Para que os participantes não corram riscos, no entanto, é essencial checar se a pessoa tem alguma relação com algum conhecido que possa dar referência. Até nos aplicativos de corridas é preciso checar a placa antes de entrar no veículo, pois há casos em que criminosos em carros abordam passageiros desavisados e cometem sequestros-relâmpago.

A Internet chegou para facilitar a vida dos usuários, e não colocá-los em risco. Para tal, é fundamental o uso cauteloso das ferramentas virtuais, por meio de boas práticas de navegação para crianças, jovens, adultos e idosos. Uma das formas é a disseminação da leitura prévia das cartilhas didáticas disponibilizadas pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, no site: www.cert.br. O compartilhamento desse material nas escolas, em locais públicos, na mídia e nas redes sociais é uma maneira eficaz de ajudar a sociedade a construir um ambiente digital mais protegido contra as armadilhas dos criminosos.

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