Segurança digital deve acompanhar crescimento da IoT em todos os segmentos da economia brasileira

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O conceito de Internet das Coisas (IoT – Internet of Things, em inglês) tem amadurecido em diferentes segmentos da economia brasileira. De acordo com a pesquisa IoT Snapshot 2017, da Logicalis, 37% dos 176 empresários afirmam que dispositivos como câmeras conectadas, lâmpadas inteligentes, sensores de automação industrial ou comercial, entre outros, já são “importantes” ou “muito importantes” para seus negócios. Em uma projeção a médio prazo, essa tecnologia será considerada essencial para 71% dos participantes.

Ainda de acordo com o estudo, o setor de Utilities (água, energia, gás etc.) lidera a adoção da IoT, em que 54% das empresas já contam ou passam por fase de implantação de projetos. O Agronegócio vem em segundo lugar, com 50% das organizações participantes com o mesmo status, seguido por Manufatura, com 39%, e Serviços e Comércio, empatados com 32%. Entretanto, esta última vertical está na frente entre as que esperam adotar em um ano, com 27%, contra 23%.

O objetivo da adoção da IoT também tem evoluído com o tempo, de acordo com o relatório. Inicialmente, as corporações buscavam, em sua maioria, aumento de produtividade e eficiência e redução de custos. Atualmente, a premissa é aprimorar a inteligência e suporte à tomada de decisão, além de adquirir novas fontes de receita e melhoria da experiência consumidor. Independentemente da necessidade, no entanto, apenas 4% apontam a Segurança como um dos desafios, e esse pode ser um grande equívoco.

Segurança do IoT nas empresas

Esse crescimento exponencial do conceito é natural e esperado, e outros nichos da Tecnologia devem acompanhá-lo, especialmente o da Infraestrutura e da Segurança Digital. À medida em que haverá mais equipamentos conectados, maior será a demanda por disponibilidade de rede e também por proteção contra ataques virtuais. Os dispositivos IoT são vulneráveis a malwares que visam a utilizá-los para ataques de negação de serviços (conhecidos pela sigla em inglês “DDoS”), ao direcionar seu acesso simultaneamente com outros milhares a um determinado site ou serviço online, a fim de sobrecarregá-lo.

Por esse motivo, é importante que desde já as companhias que pretendem crescer com a implementação Internet das Coisas dialoguem com os fornecedores por equipamentos com sistemas mais seguros. As fabricantes de câmeras, impressoras, relógios e até automóveis conectados não são empresas de TI, portanto não têm foco em programação e segurança da informação. Por conta disso, são oferecidas mercadorias que contam com um número IP, software embarcado e conexão com a Internet, mas extremamente suscetíveis aos DDoS.

Outro ponto importante é que os gestores das empresas adotem como medidas de segurança a criação de senhas fortes de acesso e instalação de softwares de proteção, como antivírus, Firewall IPS (Intrusion Prevention System) ou IDS (Intrusion Detection System), que, quando bem configurados, impedem que equipamentos IoT enviem ataques para a rede. Além disso, é necessário tomar muito cuidado com o uso de dispositivos pessoais dos colaboradores, que, quando infectados, podem representar um grande risco à infraestrutura de TI das empresas.

Na Era da Conectividade, a Internet das Coisas já é uma realidade. As empresas que primam pela modernidade devem adotar amplamente tudo o que for positivo para aprimorar suas operações e, sobretudo, a experiência de seus clientes. E a IoT tem um papel fundamental nisso. Mas a inovação só é relevante quando ela funciona, e, para que isso aconteça, ela deve estar devidamente protegida.

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