Os IPs acabaram! CGNAT solução ou problema na internet banda larga?

Os IPs acabaram! CGNAT solução ou problema na internet banda larga?

A transformação digital mudou o comportamento social e há cada vez mais usuários na Internet. Entenda como o CGNAT atua nessa frente.

Quando você está utilizando uma banda larga, existe um provedor que disponibiliza o serviço. No entanto, existe uma procura alta por essa solução que impacta diretamente na oferta de IPs (Internet Protocol, ou Protocolo de Internet).

Para que você tenha dimensão dessa necessidade, saiba que, hoje, mais da metade da população brasileira tem acesso à Internet. Com a transformação digital acelerada pela necessidade do regime de trabalho remoto, esse número deve continuar crescente.

Como esses provedores lidam com isso? Quais ações são realizadas para garantir a oferta do serviço para todos os solicitantes? Uma das frentes é a utilização de CGNAT (Carrier Grade Network Address Translation, ou Tradução de Endereço de Rede de Grau de Operadora).

Neste artigo, esclarecemos as principais dúvidas sobre o assunto. Aproveite a leitura!

O que significa NAT e CGNAT?

Network Address Translation (Tradução de Endereço de Rede) ou NAT, é um protocolo utilizado no roteador e permite que redes privadas com números de IP internos se traduzam em um endereço de IP público para se propagar na internet.

CGNAT, também conhecido como NAT de grande escala, é um protocolo a nível de a nível de provedor. Por meio dele, o ISP é capaz de atribuir um mesmo endereço de IP para diferentes usuários ao mesmo tempo a partir de um rodízio de portas de acesso.

De onde surgiu essa necessidade?

Pode parecer complicado entender o que é CGNAT, não é verdade? Para que você compreenda melhor o que é isso, vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto. Para tanto, é necessário conhecer a sua história, de onde surgiu essa necessidade. O CGNAT é uma solução que realiza o compartilhamento dos endereços IPv4 e é realizada pelo seu provedor contratado.

Vamos fazer uma "viagem no tempo" para o período dos primeiros anos da Internet. Nessa época, definiu-se o IP como o código de acesso para que cada dispositivo conseguisse se conectar à rede de Internet. A seguir, veja porque o CGNAT foi desenvolvido como uma solução para a distribuição de IPs.

IPv4

O IPv4 é a quarta versão do Protocolo de Internet e é considerada uma solução escassa. Essa foi a primeira solução criada para gerar a conexão entre a rede doméstica e a Internet, e foi disponibilizada na década de 1980. Esse modelo de código permitia que cerca de 4,3 bilhões de variações diferentes fossem possíveis.

Na época, há 40 anos, esse era um limite considerado satisfatório. De acordo com o contexto, atenderia tranquilamente às necessidades globais por acesso à rede de Internet. Porém, a partir da década seguinte, houve um crescimento da web comercial. Esse movimento se fortaleceu principalmente após a década de 2010. No entanto, já era visível que esse mercado viveria um crescimento.

Para se ter uma noção, o Mercado Livre, a gigante de marketplace e e-commerce foi fundada em 1999. De lá para cá, muita coisa mudou e esse segmento, de comércio digital, ganhou ainda mais força. No ano de 2020, por exemplo, auge da crise causada pela pandemia Covid-19 no mundo, o e-commerce brasileiro registrou um crescimento de mais de 70%.

Esse dado reforça que as pessoas estão adotando comportamentos cada vez mais digitais. Isso deve continuar a se fortalecer com as novas gerações que estão crescendo em meio à transformação digital.

A geração Z, por exemplo, que se refere aos nascidos entre meados da década 1990 e os anos 2000, já estão no mercado de trabalho. Eles são talentos, investidores, fornecedores e clientes. Isso é endossado pela quantidade de smartphones no Brasil: 424 milhões desses dispositivos.

IPv6

À medida que o serviço de Internet foi se popularizando, houve a necessidade de criar novos IPs. Para suportar todo esse volume de acessos, de novos usuários e acompanhar o crescimento de demanda, o IPv6 foi desenvolvido. 

Podemos afirmar que a "crise de disponibilização de IPs" foi mapeada anos antes. Para atender à nova realidade de comportamento social, o IPv6 foi desenvolvido para oferecer um teto de chaves de IPs muito maior. Ele pode atender à criação de até 340 undecilhões (dez elevado a trinta e seis vezes) de endereços. Uma capacidade muito superior à do IPv4.

A solução para a capacidade de atendimento foi desenvolvida. No entanto, nem tudo são flores. É preciso implementar o novo modelo de IP nos provedores de Internet, sendo necessário ter dispositivos compatíveis e alterar a estrutura dos servidores. Esse movimento não é feito da noite para o dia. A migração do IPv4 para o IPv6 atrasou. Desde então, a solução encontrada foi o CGNAT.

O CGNAT é um problema ou solução?

Antigamente, existiam dois perfis de consumidores de IPs, sendo eles usuários de:

  • IPs dinâmicos, onde cada conexão gerava um novo endereço de IP;
  • IPs fixos, em que o custo de contratação era mais caro, mas permitia a exclusividade do endereço de IP, fazendo ser possível até hospedar serviços de Internet.

A implementação do CGNAT permite que o provedor de acesso atribua o mesmo endereço de IP para usuários distintos. Isso é realizado de forma simultânea. A diferença é que cada um é direcionado para portas de acesso distintas. Nesse sentido, podemos considerar o CGNAT como uma solução paliativa para o aumento de demanda de acesso à rede de Internet.

Desvantagens do CGNAT

Por ser uma solução paliativa até a troca dos IPs para IPv6, o CGNAT tem pontos negativos que devem ser de conhecimento dos usuários, principalmente de quem realiza a gestão de redes. Algumas das desvantagens do CGNAT são:

  • dificuldade de utilização de alguns dispositivos, como câmera de vigilância;
  • dificuldades de identificação de IP devido à duplicidade em casos de investigações;
  • ausência de autonomia para gerar a política de redirecionamento;
  • riscos de falhas de autenticação de usuários que compartilham o mesmo endereço de IP;
  • possibilidade de ter um duplo NAT (um NAT na casa do cliente e o CGNAT da operadora).

O que você achou deste material? Esperamos que o conceito de CGNAT e a sua relação com os IPs tenha ficado clara. Para finalizar, temos uma pergunta para você: já imaginou quantos usuários mal-intencionados estão escondidos por trás desse volume gigantesco de IPs? É até difícil contabilizar, não é verdade? É por isso que queremos convidar você para conhecer como a UPX pode ajudar a proteger a sua rede corporativa, seus dispositivos e dados.

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