Como rastrear a origem de um ataque DDoS? Entenda aqui

Como rastrear a origem de um ataque DDoS? Entenda aqui

Se quiser saber mais sobre como preparar a sua empresa para combater e mitigar ações de DDoS, não deixe de ler este artigo.

Os ataques de negação de serviço (DDoS) seguem crescendo no mundo e se tornando mais robustos. Com a exploração de novas tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT), esses criminosos conseguem criar ameaças rápidas e eficientes, que são bem difíceis de serem combatidas. 

Quando se lida com um DDoS, uma das principais dúvidas é sobre a origem. As pessoas se perguntam como rastrear a origem de um ataque DDoS, mesmo que entendam que é uma tarefa extremamente difícil. Mas existem alguns macetes que podem te ajudar.

Como está o crescimento dos ataques DDoS?

Nos últimos anos, os ataques de negação de serviço (DDoS) vêm crescendo. A questão sobre eles não é somente o aumento no número de ocorrências, mas também o aumento da complexidade. Desse modo, está cada vez mais fácil para os criminosos utilizarem esse método para atender aos seus objetivos.

No contexto de 2020, com a crise econômica e necessidade de adaptação de muitas empresas, essas investidas se tornaram bem mais comuns. No ano de 2020, a UPX registrou cerca de 493.923 ataques DDoS, quase 3 vezes mais do que o registrado no mesmo período de 2019, 182.896 ataques de negação de serviço. 

Seja para deixar fora do ar o sistema de um concorrente, seja para testar a quantidade que uma rede aguenta, ou por outros motivos, criminosos dispõem de várias técnicas para isso hoje. Eles podem investir em fragmentação ou amplificação, por exemplo. O objetivo é sempre tornar o sistema-alvo inativo e gerar uma série de consequências — que, aliás, detalharemos no próximo tópico.

Um dos meios mais comuns de promover os ataques DDoS é com o uso de botnets, que são computadores-zumbis orquestrados para um ataque a um determinado servidor. Eles são dispositivos invadidos por hackers e controlados para enviar requisições em uma quantidade excessiva, que sobrecarrega a vítima.

Com o advento da Internet das Coisas, infectar um grande volume de dispositivos se tornou ainda mais fácil. Principalmente porque a segurança nesses objetos conectados ainda é uma questão bem sensível.

A falta de uma visão preventiva e a escolha de um método errado de mitigação podem ser fatais também. Depois que um ataque DDoS ocorre, a empresa pode precisar manter a rede fora do ar a fim de tratar de forma lenta e pouco inteligente as solicitações.

O fato de que as empresas não estão preparadas para essas ações torna a estratégia ainda mais lucrativa para os criminosos.

Quais são as consequências de um ataque DDoS?

Um ataque DDoS gera inatividade nos sistemas do alvo. Uma vez que existem muitas solicitações, o servidor simplesmente não consegue gerenciar e sai do ar. Essa situação, em si, já desencadeia vários problemas.

Um deles é a falta de serviço para os clientes reais, o que gera uma experiência ruim e prejudica a imagem da empresa. Um e-commerce que sai do ar por conta desse problema, por exemplo, pode afastar seus consumidores quando eles precisam realizar uma compra online.

A partir daquela impressão, é possível que esses usuários não voltem mais. Isso transmite a eles um senso de falta de profissionalismo e de segurança. Assim, os consumidores não terão a confiança necessária para seguir comprando no site e cadastrar dados pessoais.

Uma loja online é o tipo de organização que não pode ficar fora do ar, pois suas operações são 100% online. Até mesmo a comunicação com o cliente para fins de ajuda e/ou suporte são afetadas nesses casos, o que gera uma experiência de compra muito ruim para o consumidor.

Da mesma forma, um provedor de internet afetado por um DDoS implica quedas e lentidão nas conexões que eles oferecem aos seus clientes.

Além disso, há perda de lucratividade, já que negócios deixam de ser concretizados. Ademais, os sistemas internos podem até mesmo não cair de vez, mas perdem em performance e se tornam lentos demais.

Em outras situações, há um prejuízo claro na produtividade interna. Funcionários ficam sem trabalhar, perdem tempo e consomem recursos sem trazer o devido retorno com seu trabalho. Essa inatividade pode gerar atrasos nos prazos de entrega para empresas que lidam com serviços.

Leandro Camargo, Gerente de Operações e Redes da UPX, destaca a sobrecarga de profissionais como consequência de ataques de negação. Esse tipo de investida gera uma pressão interna por ações rápidas, já que a perda de dinheiro é alta. 

Como identificar a origem?

Quando falamos de ataques de negação de serviço, o alvo sempre quer saber quem é o responsável pelos ataques. A questão é que a origem não necessariamente é a do atacante em si. Isso porque a cada dia os ataques se tornam mais sofisticados e os criminosos conseguem esconder a verdadeira origem do ataque. 

A técnica de IP spoofing consiste em enviar uma requisição de um endereço com um registro de outro no cabeçalho. O atacante consegue esconder o IP de origem para fazer requisições legítimas. Então, quando uma requisição é enviada ao servidor, ele envia uma resposta legítima ao endereço de requisição que também é legítimo.

Além disso, nos casos em que criminosos utilizam botnets, é difícil saber o que é um dispositivo infectado contribuindo para exceder os limites dos servidores e o que são clientes tentando acessar os serviços. 

Nessa situação, mesmo aplicando uma análise aprofundada dos pacotes, em busca de padrões similares aos pacotes maliciosos, não quer dizer que será possível identificar o atacante. 

Existem outras maneiras de identificar quem está atacando, pode ser um concorrente, pode ser simplesmente alguém tentando testar a rede. A questão é que a origem dos ataques não é importante, mas sim estar protegido para não ser impactado pelos ataques.

Como se proteger de um ataque DDoS?

No momento do ataque, é importante utilizar as melhores ferramentas possíveis. Isso inclui inteligência artificial, automação e filtros inteligentes para monitoramento dos comportamentos na rede, dos tráfegos e do volume de banda consumido a cada instante. Métodos como as blocklists de IPs, que estabelecem alguns endereços como maliciosos e os filtram são importantes para a mitigação.

É fundamental que haja um controle cuidadoso para evitar falsos positivos ou falsos negativos nas análises preventivas. O ideal é sempre utilizar como base uma grande miríade de informações para saber como agir antes mesmo que essas investidas se concretizem.

É comum que as pessoas queiram saber como rastrear a origem de um ataque DDoS. Contudo, é preciso entender que se trata de uma tarefa difícil, que envolve conhecimento técnico e domínio das ferramentas de mitigação. Por isso, o ideal é sempre contar com especialistas e companhias que saibam como combater essas ameaças, sem comprometer o funcionamento da rede e com velocidade.

Gostou do conteúdo? Quer saber mais? Entre em contato com a UPX e descubra hoje como obter soluções rápidas e eficientes contra DDoS.


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